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domingo, 23 de outubro de 2016

A História de um Filho de Aracoiaba e ex-aluno das Escolas CNEC e Almir Pinto na cidade de Aracoiaba no Ceará que hoje realiza um intercâmbio de doutorado em uma das melhores universidades da Europa




Allberson Dantas, filho de Aracoiaba, analista de sistemas do Governo Federal, professor universitário e aluno de doutorado, é um exemplo a ser seguido.

 De origem humilde, aluno da antiga CNEC e da escola Almir Pinto ambas na cidade de Aracoiaba no interior do Ceará, traçou um caminho vitorioso através de muita fé, humildade, força de vontade e perseverança. Allberson é filho de Willdson Freire (in memorian) e Alba Oliveira, nasceu e cresceu em Aracoiaba, sendo criado também por sua avó (D. Liduina), que passou a chamar também de mãe, seu avô (Altamiro, in memorian) e suas tias. Desde o início dos estudos, na escola CNEC, Allberson já se destacava entre os melhores alunos, não por ser o mais estudioso, mas sim por sempre se questionar o porquê da utilidade dos conhecimentos adquiridos, o que lhe fazia ter um raciocínio preciso sobre o assunto, mesmo sem ter que decorar todo o conteúdo.

 Desde pequeno, a ciência já lhe fascinava. Como a CNEC cobria somente o ensino fundamental, passou a fazer o ensino médio na escola Almir Pinto. Lá, sentiu uma imensa diferença no ensino, que naquele tempo era muito deficitário nas escolas públicas. Foi então que resolveu, paralelamente, estudar por conta própria, fazendo qualquer curso que sobrasse vagas no antigo CVT e fazendo um curso de Programação de Computadores na escola CEPEP, em Fortaleza.

 Foi aí que surgiu a paixão pelos computadores, que somente anos depois viria a ser sua profissão. Nesse momento também houve uma seleção de 3 estagiários do antigo banco BEC, onde foi indicado para fazer a prova pela direção da escola mesmo considerado sem chances por ela. Para surpresa de todos, ficou em segundo lugar dentre oito pessoas, mesmo tendo estudado sozinho através de uma simples enciclopédia comprada em uma banca de revistas por sua mãe D. Liduina.

 Ao fim do segundo ano, recebeu um convite de sua tia Fabiane para fazer o terceiro ano em Fortaleza, morando com ela. Até então a idéia era estudar em colégio público pois a família não tinha condições para bancar as altas mensalidades dos colégios da capital.

 Foi então que um amigo de sua tia lhe conseguiu com muito esforço uma bolsa no colégio Farias Brito, que mesmo assim ainda era um valor alto mas que pôde ser pago com muito esforço de sua mãe D. Liduina e sua tia Fabiane. Ao chegar ao colégio, sentiu um choque de realidades ao ver que todo o conteúdo visto durante sua vida tinha sido revisado em apenas um mês de aula. Ele então correu atrás do tempo perdido, estudando noites e mais noites para fazer os simulados do colégio.

 Nesse momento, ele pensava em cursar Direito para montar um escritório com sua tia que também queria fazer esse curso. Ao final do ano, resultados já puderam ser observados, pois foi aprovado em História, na UECE, e Telemática no CEFET, mas não foi aprovado em Direito na UFC.

 Foi então que em uma dessas feiras de profissão, ele realmente se descobriu no curso de Ciência da Computação. Mesmo cursando História e Telemática continuou estudando para fazer Computação no ano seguinte e obteve êxito. Todavia, o curso de Computação era conhecidamente um dos mais difíceis e com mais taxas de evasão. Allberson então abandonou o curso de História e seguiu fazendo Telemática e Computação. Mais à frente, entretanto, teve que escolher um entre os dois cursos, pois já no começo lhe despertava o interesse pela pesquisa em Computação, algo que já demandaria muito tempo.

 Ele então abandonou Telemática e pertenceu a grupos de pesquisa durante toda a graduação em Computação. Nesse tempo ainda foi estagiário da SEFAZ-Ce e passou para assistente de logística no concurso da Ceará Portos, mas não assumiu para poder estudar.

 Ao final do curso, soube da notícia que haveria um concurso muito concorrido na área de Computação, o concurso do SERPRO (Serviço Federal de Processamento de Dados), empresa pública associada ao Ministério da Fazenda. Ele, sem condições financeiras para pagar um curso particular para o concurso, estudou por conta própria e se baseou em seus conhecimentos adquiridos na graduação.
Tempos depois veio a aprovação no concurso, que veio junto à aprovação para ingressar no Mestrado em Ciência da Computação, que era sua paixão.

 Trabalhar e fazer o mestrado não foi uma tarefa fácil, mas a ajuda dos seus chefes no SERPRO, uma liberação de metade da carga horária de trabalho foi conseguida em virtude da dedicação de Allberson ao trabalho.
Após concluir o mestrado, Allberson ingressou como professor nos horários livres na faculdade FATENE, onde ficou por lá por quase 3 anos. Nesse momento, em uma das festas da cidade conheceu sua esposa, Camylla Dantas, Engenheira Ambiental e Sanitarista e Mestranda em Energias Renováveis, com quem é casado há quase três anos. Nesse momento também ressurgiu a vontade de fazer ciência novamente e ele, com o apoio da esposa, preparou todo o projeto de doutorado para seleção e tentou novamente uma liberação junto ao SERPRO, que, dessa vez, por questões financeiras, negou a solicitação. Decidido a alcançar mais esse objetivo em sua vida, resolveu sair do SERPRO, passando em um concurso para professor da UFC em Quixadá. Todavia, nos últimos dias de trabalho no SERPRO, a empresa reconsiderou e o liberou parcialmente para o doutorado, sabendo que estaria perdendo um funcionário dedicado à empresa.
 
O doutorado de Allberson já dura dois anos e sete meses. Apesar de serem raros os casos em que um doutorado é concĺuído em menos de quatro anos no curso de computação da UFC, Allberson se esforça para produzir resultados satisfatórios e antecipar esse tempo. No início do ano, em contato com um professor convidado do seu orientador, oriundo da Universidade do Minho (Portugal), umas das mais tradicionais escolas de ciências da Europa, surgiu um interesse de pesquisa conjunta e um convite de um intercâmbio de um ano. Devido ao trabalho e às atividades do doutorado, Allberson sô pôde estar em Portugal por um mês e meio. Atualmente, também é também professor na Unichristus.
 
Por fim, Allberson considera que a vida possa ser enxergadada de duas formas. Uma delas é aquela dos que aceitam as dificuldades e levam a vida acomodados lutando contra elas no dia a dia e outra é aquela dos que lutam para vencê-las de fato. Segundo ele, a última pode não te levar a lugar nenhum mas com certeza a cada vitória, por mais pequena que seja, te ensina um novo valor de vida, que, de repente, pode ser útil no futuro. Ele conclui agradecendo a Deus e à família e dizendo que o sucesso é nada mais do que um jogo de cartas com os valores de vida que se tem.






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